UNIVERSIDADE INTERNACIONAL DA PAZ

 

 

 

II Festival Mundial da PAZ

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Declaração Universal do Direito à Paz

 - Nós, os povos da Terra, temos direito à paz -

(Aprovada no I Festival Mundial da Paz, Florianópolis - 2006)

Que a paz possa fazer morada no coração dos seres humanos através de uma educação que amplie sua consciência de mundo, desperte para seu papel de artífice da realidade e desenvolva o protagonismo da vida.

Que a visão que inspira a cada um seja construída a partir de um paradigma de paz e não violência, através de instituições e políticas públicas orientadas para a cultura da paz.

Que cada cidadão cuide de despertar a paz dentro de si, cultivando essas qualidades e valores sob orientação, quando necessário, de mestres, instituições e organismos afins.

Que se priorizem as práticas compassivas que geram no quotidiano vivência de paz e unidade nos níveis individual, social ecológico, planetário e cósmico.

Que governos e seus colaboradores assumam o dever e a responsabilidade de colocar as estruturas que dirigem a serviço dos diferentes aspectos da paz, contribuindo assim para a transformação da Cultura de Guerra em Cultura de Paz.

Que os currículos das instituições educacionais tenham como foco a educação para uma cultura de paz e não violência, promovendo a paz consigo mesmo, com os outros e com a natureza.

Que se desenvolva uma percepção que transcenda as individualidades de qualquer tipo, seja nas pessoas, instituições, comunidades e regionalidades, fortalecendo a consciência da unidade que permeia o visível e o não visível.

Que se promovam formas criativas de integração, nas quais a riqueza da razão esteja a serviço da inteligência do coração e que conduzam a uma sinergia entre a actual Cultura do Fazer para uma Cultura do Ser.

Que esse espírito de educação inspire a justiça e a segurança pública e que seus colaboradores sejam preparados dentro do enfoque educativo e não punitivo.

Que as prisões se transformem em centros de recuperação, através da educação e da produção de bens agrícolas e de consumo.

Que as forças armadas estejam a serviço da comunidade na construção de uma colectividade pacífica, justa e inclusiva.

Cabe à sociedade civil e às organizações não governamentais incentivarem e apoiarem os esforços dos governos no sentido de estabelecer uma cultura de paz.

Cabe às Nações Unidas realizar estudos e planejamentos estratégicos visando incentivar os governos na realização desses objetivos de paz.

Que cada consciência desperta seja um exemplo da paz que se deseja ver florescer no mundo, conspirando pacificamente para o desenvolvimento da unidade de toda a humanidade, para a integridade de cada indivíduo e a plenitude de todos os seres.

Que se derrubem as fronteiras e limites internos que separam os seres humanos de sua própria espécie e de todos os demais seres vivos, permitindo a todos uma convivência fraterna, próspera e benéfica.

Que nós, os povos da Terra, estejamos reunidos na Unidade da Paz, dançando no infinito do espaço eterno, sem começo e sem fim.

Esta declaração apoia e reforça a Declaração Universal dos Direitos Humanos, revoga e anula os abusos perpetrados pela violência.